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127.4 hrs on record
Comprei Skyrim achando que ia ser um RPG sobre dragões. Tipo: dragão aparece, eu mato o dragão, viro herói, fim. Só que não. Esse jogo é basicamente um simulador de desatenção crônica. Você começa sendo o Dovahkiin, o escolhido, o matador de dragões… e, trinta minutos depois, já tá ajudando um fazendeiro a recuperar sua galinha roubada por bandidos. E claro que você aceita, porque todo marcador brilhante no mapa é uma ordem divina.

A história principal? Ninguém nunca lembra. Você até tenta seguir, mas aí aparece um cara aleatório dizendo “Dovahkiin, preciso que você entre numa caverna de 4 andares infestada de esqueletos só pra pegar meu colar de cobre.” Três horas depois, você tá lá, nível 30, com mochila cheia de queijo, e nem sabe mais pra onde ia.

E os mods? A Ubisoft tenta te vender DLC, mas Bethesda não precisa. Skyrim virou praticamente o Minecraft dos RPGs. Um dia você joga normal, no outro você tem Thomas, o Trem como dragão, armaduras de anime, fus ro dah que explode galinhas em slow motion. A comunidade basicamente decidiu que Skyrim é um playground de insanidades e a Bethesda só agradece.

Os bugs também são parte oficial da experiência. Já vi dragão voando de ré, gigante me lançando na órbita com um golpe só, NPC travado repetindo “hmm, eu costumava ser aventureiro como você… até que uma flecha no joelho…” pela milésima vez. No começo você fica bravo, depois aceita: Skyrim sem bug não é Skyrim, é só turismo na Noruega.

E claro, meu vício em “micelâneos” e troféus aqui virou doença terminal. “Colete 100 borboletas” — eu coletei. “Suba em todas as montanhas possíveis mesmo sem motivo” — eu subi. “Entre pra todas as guildas ao mesmo tempo, mesmo que isso faça zero sentido narrativo” — eu entrei. Porque em Skyrim você não é só o herói do dragão, você é também o chefe dos ladrões, arquimago, assassino mestre e ainda arruma tempo pra decorar casa em Whiterun.

No fim, Skyrim não é um jogo. É um estilo de vida. Você entra pra salvar o mundo e sai depois de centenas de horas com 200 quests secundárias completas, 0 quests principais finalizadas e uma coleção invejável de pratos roubados de tavernas. É um loop eterno de “só mais uma dungeon” até que já é 4 da manhã e você percebe que nunca gritou “Fus Ro Dah” no dragão final.

Dou 11/10 flechadas no joelho. The Elder Scrolls VI pode até vir, mas no fundo a gente sabe: ninguém nunca vai sair de Skyrim de verdade.
Posted October 4, 2025.
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78.6 hrs on record
Depois que eu terminei o Odyssey, pensei: “beleza, já limpei a Grécia inteira, agora vou descansar.” Só que não. Porque a Ubisoft é malandra e colocou o Origins ali, piscando pra mim, com pirâmides no fundo, basicamente dizendo: “vem cá, faraó, você achou que já tava livre?” E eu fui.
Origins é o jogo que transforma qualquer pessoa normal em guia turístico do Egito Antigo. Você entra achando que vai seguir a história do Bayek, vingança, ordem dos ocultos, fundação da irmandade… mas na prática você tá ocupado escalando pirâmides pra pegar sincronia, nadando no Nilo atrás de hipopótamos assassinos e caçando escaravelhos como se fosse entomólogo honorário. A história principal é incrível? Faltou um dedo pra isso (quem entendeu, entendeu), mas eu estava mais preocupado em descobrir como fazer pra entrar na passagem escondida na pirâmide.
E foi aqui que o meu vício em troféus só piorou. O Odyssey me viciou, mas o Origins consolidou: comecei a abrir o mapa, ver aqueles pontos de interrogação no deserto e pensei: “se eu não limpar esse mapa, não poderei mais jogar nenhum outro jogo.” Cada marcador, cada quest secundária, cada papyrus de enigma que eu achava… era a realização de uma conquista, e a perda de alguns bons minutos de vida.
A platina do Origins é praticamente uma iniciação egípcia. Você luta contra deuses em eventos temporários, caça crocodilos que parecem tanques blindados, ajuda camponeses que sempre têm problemas com bandidos (que por sinal devem ser todos da mesma famílias, pois não há diferenças entre eles) e, de quebra, ainda tira umas selfies no modo foto porque o jogo é tão bonito que parece até propaganda de agência de turismo - as paisagens, apenas.
O melhor de tudo é que Origins faz você se sentir parte de um Discovery Channel interativo. Eu sei mais curiosidade inútil sobre Alexandria e templos egípcios do que aprendi na escola.
Bom... acho que é possível apreciar, só espero que esse vinho não se torne vinagre em poucos anos.
Posted October 4, 2025.
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246.1 hrs on record
Comprei Assassin’s Creed Odyssey achando que ia ser só mais um joguinho de mundo aberto com espada, escudo e uns parkours genérico da Ubi. Ledo engano. Esse foi o começo do meu vício em “micelâneos”, side quests inúteis e a maldição eterna de caçar troféus que ninguém nunca vai ver, mas que eu faço questão de pegar como se fosse salvar a humanidade.
A história principal? Boa. Muito boa. Mas quem liga? Porque no meio de uma guerra entre Atenas e Esparta eu tô ocupado CAÇANDO GALINHAS em uma ilha perdida só porque apareceu um ícone brilhando no mapa. O jogo basicamente disse: “olha, você pode derrotar generais, descobrir segredos de deuses antigos e mudar o rumo da Grécia Antiga… ou você pode procurar o olho de obsidiana do mercenário que está dentro de uma cabra.” E adivinha o que eu escolhi? Claro que foi matar cabra por cabra até achar o maldito olho.
Foi nesse jogo que eu descobri o que é olhar um mapa de mundo aberto e sentir taquicardia e um forte vontade de nunca mais ligar o computador. Ícones, questzinhas (por vezes repetitivas), pontos de interrogação, tudo piscando como se fosse um sinaleiro em curto às 2h da madrigada. E eu lá, firme e forte, porque cada marcador é um pacto de sangue: “se eu não limpar esse mapa, não durmo”. A guerra do Peloponeso? Tá em segundo plano. O que realmente importava era abrir todos os baús, caçar todos os cultistas, subir todos os pontos de sincronização e, obviamente, correr atrás de cada troféu maldito.
A platina? Sofrida. Tem troféu de fazer todas os objetivos submersos (sim, não bastava por cima da terra, temos que nadar quilômetros debaixo d'água), tem troféu de matar mercenários, tem troféu de caçar animais místicos que basicamente são animais coloridos que possuem poderes especiais da era clássica, (tenho comigo que a personagem usava opio quando eu não estava vendo). Passei noites inteiras correndo atrás de um javali bugado que insistia em me matar e pensei: “isso é diversão?”. Talvez apenas um vazio existencial.
O problema é que depois de Odyssey eu nunca mais joguei igual. Nenhum mundo aberto voltou a ser só um jogo. Tudo virou um check list interminável de objetivos secundários que ninguém pediu, mas que eu, como bom viciado em micelâneos, faço religiosamente. O Odyssey me transformou. Antes eu zerava um jogo e seguia em frente. Depois dele, até minhas tarefas do trabalho são "Gameficadas"..

No fim, Assassin’s Creed Odyssey não é só um jogo. É um curso intensivo em procrastinação épica. Você entra achando que vai mudar o destino da Grécia Antiga, mas sai com 200 horas jogadas, 100% do mapa limpo, 70 e muitos troféus brilhando e uma profunda sensação de vazio porque agora não tem mais nenhum marcador pra clicar. E aí começa a busca pelo próximo jogo pra repetir o ciclo.
Dou 279 de 300 espartanos. Alguns morreram no caminho, assim como a minha sanidade. A platina foi minha verdadeira batalha de Termópilas.
Posted October 4, 2025.
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1
44.7 hrs on record (14.0 hrs at review time)
Early Access Review
Comprei 9 Kings achando que ia ser um joguinho tranquilo de cartas. Nove cartinhas, uma partidinha rápida, nada demais. Corte para três horas depois: eu, no escuro da sala da minha casa, com dor no pescoço, xingando um rei digital que basicamente destruiu minha run porque a RNG decidiu que eu não merecia viver.
A ideia é simples: você começa com 9 cartas. Só isso. Nove. Parece pouco, mas é o suficiente pra você sentir na pele como é ser o estagiário do Duque de Caxias. Cada rodada você joga uma cartinha, invoca uns guerreiros, uns prédios esquisitos (o André tava criativo quando imaginara o jogo) e vai tentar derrotar um dos outros reis. Até aí tudo certo. Aí você ganha e pensa: “tô ficando bom nisso”. Só que não. Porque próximo do ano 70 aparece com um combo absurdo que transforma as tropas inimigas em um verdadeiro Blitzkrieg e você simplesmente aceita que a vida não faz sentido.
O mais viciante é que o jogo te dá a falsa ilusão de controle. Você pensa: “agora vou montar um deck sério, organizado, racional”. Três minutos depois, você tá montando uma estratégia baseada em ratos que ganham níveis quando você destrói seu próprio exército. E funciona! Pelo menos até o RNG decidir que você vai perder porque não apareceu aquela carta que era ESSENCIAL pra sua jogada. Aí você morre, fica bravo, fecha o jogo... e reabre em 30 segundos, porque agora “vai dar certo”. Spoiler: nunca dá, mas a esperança é a última que morre.
O jogo tem suas pegadinhas: a variedade ainda não é gigantesca, a progressão permanente é meio tímida (parece aquele aumento que seu chefe fala que vai te dar e nunca chega) e a sorte manda mais do que sua inteligência. Mas, sinceramente, é isso que torna a desgraça divertida. Você não joga 9 Kings pra se sentir inteligente, você joga pra rir do próprio fracasso.
No fim das contas, 9 Kings é aquele amigo caótico: irritante, imprevisível, mas você não consegue largar. É brasileiro (por incrível que pareça não tem uma bunduda com a blusa da seleção dançando samba no carnava), é viciante (até fazer todas as conquistas), é um loop infinito de “só mais uma partida” . Dou 9 de 10 coroas — a última eu perdi porque construí meu castelo do lado e as tropas dos inimigos lançaram uma investida fenomenal nele.

O André acabou de atualizar e encheu de mais conquistas, terei que voltar a criar ratos.
Posted October 4, 2025. Last edited November 28, 2025.
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63.7 hrs on record (61.6 hrs at review time)
Muito bom
Posted November 23, 2023.
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28.4 hrs on record
No começo do jogo você se sente dentro de um surto coletivo: tem ninja, tem robô gigante, tem tubarão, tem mestre barbudão gritando frases filosóficas, um gato "live action" destruindo a cidade, e você só tentando lembrar qual botão era pra pular. A primeira meia hora é tipo assistir aquela aula de direito processual civil em velocidade 4x sem entender nada.
Mas aí… depois de algumas quedas no abismo e de destruir 458 peças de lego sem saber exatamente o porquê, as coisas começam a se encaixar (literalmente). De repente você entende a mecânica, percebe que pode sair dando voadora em meio bairro de tijolinhos, e a vida passa a ter um propósito: desbloquear bonequinhos coloridos e torcer pra que no próximo mapa tenha menos corridas contra o tempo.
A história é meio confusa, mas honestamente? Quem liga, quando você pode ser um ninja que derrota inimigos enquanto reconstrói prédios em três segundos com o poder do “apertar botão”? É terapia em forma de jogo.