3aMv
Green
Os estados, ao contrário de todas as outras organizações, não obtêm
suas receitas por meio da oferta de serviços. Sendo assim, os estados
enfrentam um problema econômico distinto daquele enfrentado por
empresas e indivíduos. Indivíduos que desejam adquirir mais bens e
serviços de outros indivíduos têm de produzir e vender aquilo que estes
outros indivíduos desejam. Já os estados têm apenas de encontrar algum
método de expropriar bens sem o consentimento de seus proprietários.

Em uma economia de escambo, os funcionários do estado podem
expropriar recursos somente de uma maneira: confiscando bens físicos. Já
em uma economia monetizada, eles descobriram ser mais fácil confiscar
ativos monetários para, em seguida, utilizar o dinheiro para adquirir bens
e serviços para si próprios, ou ainda, para conceder subsídios para seus
grupos favoritos. Tal confisco é chamado de tributação.

A tributação, no entanto, é sempre algo impopular e, em épocas menos
moderadas, frequentemente gerava revoluções. O surgimento do dinheiro,
uma bênção para a espécie humana, também abriu um caminho sutil para
a expropriação estatal de recursos. No livre mercado, o dinheiro
pode ser adquirido de duas formas: ou o indivíduo produz e vende bens
e serviços desejados por terceiros, ou ele se dedica à mineração de ouro
(um negócio tão lucrativo como outro qualquer, no longo prazo). Mas
se o estado descobrir maneiras de praticar falsificação – criar dinheiro
do nada –, então ele poderá, rapidamente, produzir o próprio dinheiro
sem ter o trabalho de vender serviços ou de garimpar ouro. Ele poderá,
assim, se apropriar maliciosamente de recursos e de forma bastante
discreta, sem suscitar as hostilidades desencadeadas pela tributação. Com
efeito, a falsificação pode criar em suas próprias vítimas a feliz ilusão de
incomparável prosperidade.
Os estados, ao contrário de todas as outras organizações, não obtêm
suas receitas por meio da oferta de serviços. Sendo assim, os estados
enfrentam um problema econômico distinto daquele enfrentado por
empresas e indivíduos. Indivíduos que desejam adquirir mais bens e
serviços de outros indivíduos têm de produzir e vender aquilo que estes
outros indivíduos desejam. Já os estados têm apenas de encontrar algum
método de expropriar bens sem o consentimento de seus proprietários.

Em uma economia de escambo, os funcionários do estado podem
expropriar recursos somente de uma maneira: confiscando bens físicos. Já
em uma economia monetizada, eles descobriram ser mais fácil confiscar
ativos monetários para, em seguida, utilizar o dinheiro para adquirir bens
e serviços para si próprios, ou ainda, para conceder subsídios para seus
grupos favoritos. Tal confisco é chamado de tributação.

A tributação, no entanto, é sempre algo impopular e, em épocas menos
moderadas, frequentemente gerava revoluções. O surgimento do dinheiro,
uma bênção para a espécie humana, também abriu um caminho sutil para
a expropriação estatal de recursos. No livre mercado, o dinheiro
pode ser adquirido de duas formas: ou o indivíduo produz e vende bens
e serviços desejados por terceiros, ou ele se dedica à mineração de ouro
(um negócio tão lucrativo como outro qualquer, no longo prazo). Mas
se o estado descobrir maneiras de praticar falsificação – criar dinheiro
do nada –, então ele poderá, rapidamente, produzir o próprio dinheiro
sem ter o trabalho de vender serviços ou de garimpar ouro. Ele poderá,
assim, se apropriar maliciosamente de recursos e de forma bastante
discreta, sem suscitar as hostilidades desencadeadas pela tributação. Com
efeito, a falsificação pode criar em suas próprias vítimas a feliz ilusão de
incomparável prosperidade.