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41.6 hrs on record (2.2 hrs at review time)
Verdadeiro Goty de 2024 (sem nenhum pouco de viés)

Final Fantasy VII, como obra em geral, dispensa comentários, o jogo que marcou minha entrada e de muitos outros jogadores no universo dos JRPGs. Final Fantasy VII Rebirth, por sua vez, enquanto segunda parte da trilogia do projeto de Final Fantasy VII Remake, estende enormemente as possibilidades, tanto narrativas, quanto de jogabilidade, em relação ao seu antecessor, tendo eu, jogado mais de 200 horas no PS5. Em suma, FFVII Rebirth se inicia após a fuga de nossos heróis da imensa cidade de Midgar, palco dos acontecimentos de FFVII Remake, reproduzindo a experiência de, finalmente, explorar o amplo mundo de Gaia, com o fim de iniciar a saga de perseguição aos rastros de Sephiroth (da mesma maneira como ocorre no jogo original). Entretanto, enquanto Remake se propõe a "refazer" os passos do jogo original, Rebirth constitui uma reinvenção completa da história, razão pela qual constitui um erro crasso compará-lo com "remakes 1 pra 1", o que é absolutamente comum em análises de nossos famigerados "especialistas".

História:
Rebirth se inicia logo após a fuga de Cloud e demais da cidade distópica de Midgar, controlada pela empresa de energia elétrica Shinra, que, em linhas gerais, assume a forma de um "Estado" autocrático, que não possui outro interesse senão a manutenção de uma classe de capitalistas no poder, os quais buscam expandir seus lucros com base na extração de recursos naturais do planeta provenientes do "Lifestream", convertendo-os na energia "Mako", utilizada como principal meio de abastecimento de energia elétrica, não apenas em Midgar, mas nos diversos rincões do globo de Gaia, fato que pode culminar na extinção da vida em todo o planeta. Contudo, o grupo se depara com uma ameaça ainda maior, de alguém presumido como morto, se tratando de ninguém mais nem menos que Sephiroth, que clama para si o controle do planeta,

Gameplay:
Rebirth aperfeiçoa o já fantástico sistema de combate introduzido em Remake, que consiste em um combate em tempo real fundido com elementos estratégicos, próprios do sistema ATB (Active Time Battle), que, em contraposição à dinâmica de ações por turnos, consiste no carregamento das barras de habilidade mediante o uso de ataques básicos. Para mim, a maior inovação de Rebirth (além da introdução do combate de Red XIII e Cait Sith), consiste no desenvolvimento do combate aéreo, que expande enormemente a fluidez e a qualidade das batalhas em relação ao Remake (que se limitava, tão somente, à execução de ataques básicos no ar), tornando a experiência muito mais divertida. Adicionalmente, destaca-se a inclusão das habilidades e das ações de sinergia (as últimas, inclusive, são fundamentais para o domínio do combate aéreo), que permitem a execução de mecânicas conjuntas e particulares, próprias de cada dupla de personagens.

Conclusão e Avaliação Geral:
Para mim, Final Fantasy VII Rebirth constitui um dos melhores RPGs japoneses já produzidos (senão o melhor), cujo reconhecimento acabou sendo, em certa medida, ofuscado pelo seu final controverso e extremamente complexo (o que impediu o jogo de ter obtido, inclusive, uma avaliação geral ainda melhor pela mídia especializada). No entanto, os desenvolvedores sabiam muito bem o que estavam fazendo, propiciando todas as condições necessárias para a construção de uma narrativa intrigante e imprevisível para a futura e tão aguardada parte final do icônico RPG de 1997, que revolucionou, para sempre, a indústria dos videogames.

Nota: 10/10
Posted January 25, 2025. Last edited January 27, 2025.
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3 people found this review helpful
96.4 hrs on record (72.4 hrs at review time)
O jogo de Dragon Ball pelo qual sempre aguardei!

Como alguém que cresceu jogando centenas e centenas de horas do saudoso e menos famigerado DBZ Sparking Neo! (Budokai Tenkaichi 2 no ocidente), devo dizer que possuo uma natural propensão a recomendar este jogo por razões nostálgicas. Inobstante tal fato, o jogo superou, em larga medida, as expectativas que vinha depositando desde seu anúncio de lançamento, em razão, tanto da jogabilidade aperfeiçoada (muito embora eu não tenha jogado o BT3, que serve como parâmetro imediato de comparação), quanto do modo história, que traz cenários hipotéticos (what-ifs) extremamente intrigantes para amantes de longa data da franquia. No entanto, o jogo está longe de ser perfeito, permanecendo alguns problemas que, até o presente momento, não foram resolvidos, e que tornam a experiência online bastante frustrante por vezes.

PRÓS:

- VIRTUDES DO MODO HISTÓRIA: Ao contrário de muitas críticas que o jogo tem sofrido quanto ao seu modo história - pelo fato do jogo contar de maneira muito superficial a história de Dragon Ball Z e Super -, creio que reside aí uma de suas maiores virtudes, pois, ao invés de se propor a ser mais uma das tantas mídias que repetem meticulosamente a estória de DBZ (temos como exemplos, tanto o recente DBZ Kakarot, quanto o antigo Sparking Neo!, ou BT2, da mesma série de jogos), o jogo se presta a focar na construção de cenários hipotéticos que sempre permearam o imaginário dos fãs de DB ("e se o Goku não tivesse não morrido na luta contra o Raditz?", "e se o Goku tivesse se transformado em Super Saiyajin na saga dos Saiyajins?", dentre outras), sendo este um de seus principais pontos positivos.

- JOGABILIDADE: Para mim, a melhor jogabilidade já executada dentre todos os jogos de Dragon Ball, muito embora eu esteja afirmando a partir de um viés muito específico (jogos como FighterZ, apesar de excelentes, não tendem a prender meu foco, pois partem da dinâmica clássica dos jogos tradicionais de luta, tais quais Street Fighter, Tekken, Mortal Kombat e etc.). O jogo proporciona um rol bastante vasto de golpes, técnicas e movimentos, que permitem uma gameplay bem fluída e a construção de combos bem diversificados.

VARIEDADE DE PERSONAGENS: Salvo melhor juízo, é o jogo com maior número de personagens já reunido em um jogo de Dragon Ball (posto, então, ocupado pelo Sparking Meteor!, ou Budokai Tenkaichi 3).

CONTRAS:

- DEFEITOS DO MODO HISTÓRIA: apesar de bem executado, o modo história apresenta lacunas incompreensíveis, das quais saliento a ausência dos arcos de Dragon Ball Super para personagens importantes como o Vegeta. Tanto mais incompreensível tal decisão se torna, quando levamos em consideração que, até mesmo Gohan (que apenas recuperou sua relevância dentro da obra no arco do Torneio do Poder) e Freeza (um antagonista) foram contemplados por batalhas episódicas de DBS.

- SISTEMA ON-LINE: reservo tal ponto para fins de questionamento, tanto à Bandai, quanto à determinada parcela da comunidade, dado o inconformismo desta última com o caráter desbalanceado do jogo. Desta feita, a empresa tem se rendido às requisições de "nerfs" por parte da comunidade. É um proceder extremamente contraditório para uma empresa que, desde o princípio, afirmou que o jogo não seria balanceado, tão menos focado no competitivo.

- INPUT DELAY: sem dúvidas, o problema mais incômodo, que até então não foi resolvido. Não foram poucas as vezes que perdi combates devido à ausência de responsividade dos comandos, sobretudo no modo online, no qual este problema ocorre com ainda mais frequência.

Geral:
Em suma, trata-se de um jogo excelente, que recupera, de maneira triunfal, a mais aclamada série de jogos de Dragon Ball, muito embora não seja possível ignorar seus defeitos;

8,5/10
Posted November 4, 2024. Last edited November 5, 2024.
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84.2 hrs on record (29.7 hrs at review time)
QUE DELÍCIA DE JOGO CARA
Posted November 26, 2015.
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