A imponente Theaterplatz
Semperoper, a casa de ópera mais famosa da Alemanha
Detalhes barrocos do Palácio Zwinger
Terraço do Palácio Zwinger
Vista geral dos jardins do Palácio Zwinger
Frauenkirche, a principal igreja da cidade
Vista da cidade e do rio Elba a partir da torre da Frauenkirche
Cerejeiras em flor: o início da Primavera na Europa é tudo de bom!
Há algumas semanas, uma leitora do blog comentou que gostaria de ver alguns relatos sobre minha viagem à Alemanha, que aconteceu em abril de 2010. Parece que ela leu meus pensamentos porque eu tinha acabado de encontrar uma pasta no computador com fotos de Dresden já selecionadas para um post. Não lembro quando separei essas imagens, mas deve ter sido logo após a viagem. Elas ficaram esquecidas por um tempo, mas as recuperei e decidi relembrar esse passeio tão bonito. Nós passamos também por Munique, Fussen, Nuremberg, Berlim, Potsdam e Dachau. Com o tempo, pretendo desenvolver relatos sobre todas essas cidades, mas não vou prometer isso para breve porque minha rotina pode mudar completamente de um dia para o outro e eu nunca sei quando estarei tranquila e quando estarei sobrecarregada de trabalho.
Sobre essa viagem, até hoje só consegui fazer dois posts: um resumão sobre curiosidades nas áreas de design, decoração, arquitetura, artesanato, comes & bebes e costumes; e outro sobre comprinhas. Vocês podem conferir esses relatos acessando os seguintes links:
http://casosecoisasdabonfa.blogspot.com.br/2010/05/resumao-das-ultimas-ferias-um-texto.html
http://casosecoisasdabonfa.blogspot.com.br/2010/05/comprinhas-que-fiz-na-alemanha-e-na.html
Escolhi essa foto em que estou dormindo no trem (e fui clicada contra a minha vontade pelo Marcelo,rsrs!) por achar que ela representa bem o começo desse passeio. Já mencionei algumas vezes o quanto prefiro viajar de trem pela Europa do que ficar horas esperando um voo no aeroporto que pode atrasar ou até mesmo ser cancelado, dependendo das condições climáticas, né? É mais barato viajar de avião, mas acho que a viagem de trem compensa porque os assentos são muito mais confortáveis, o transporte é famoso por ser pontual e suas janelas possibilitam visualizar lindas paisagens rurais, montanhas nevadas, florestas de pinheiros e cidades pitorescas ao longo do trajeto.
Normalmente compramos as passagens com antecedência no site EURAIL e dessa vez optamos pelo passe Eurail Alemanha+Austria 5 dias saver, que nos deu o direito de viajar durante cinco dias entre os dois países, podendo descer no meio do caminho entre o ponto de partida e o de chegada para conhecer outras cidades.
Bom, antes de começar a escrever sobre Dresden, gostaria de copiar aqui um trecho do relato do Marcelo que resume bem a nossa maneira de viajar, o que acho importante, tendo em vista que viajantes tem perfis, estilos, gostos e interesses bem diferentes:
“Um pouco do nosso estilo de viajar: andamos muito, geralmente o dia inteiro. Evitamos almoçar (bebemos cerveja com petiscos), mas jantamos bem, no início da noite. Dormimos cedo e acordamos cedo para passear. Não curtimos a noite/balada/night. Não vamos (mais) a museus de arte. Museus geralmente são plano B (é atração somente se chover), a não ser que seja algo de muito interesse. Adoramos passear por parques, castelos, centros históricos etc. As partes mais modernas das cidades nem sempre atraem, mas geralmente damos uma conferida. Viajo com uma mochila, que vai na mão comigo. Evito despachar bagagem (mas minha esposa faz compras (!!) na viagem, então temos de despachar alguma coisa na volta”.
Atualindo a informação, voltamos a frequentar alguns museus de arte, mas não nos sentimos impelidos a conhecê-los só porque um conceituado guia de viagem diz que tal lugar é “obrigatório, maravilhoso, sensacional”. Entretanto, quando chove, ativamos o tal plano B e visitamos museus que não estavam na nossa lista de prioridades. Com relação à mala, eu também prefiro um mochilão. Sei que muita gente discorda, incluindo o meu pai que se preocupa com a minha coluna, rs, mas eu acho muito mais confortável não precisar arrastar uma mala por ruas cobertas de neve, por exemplo. Vi uma menina fazendo isso na Suíça e morri de pena! A bagagem não saía do lugar ou então deslizava e capotava. Na Europa ainda existem muitas estações de metrô sem escadas rolantes e acreditem: subir degraus carregando uma mochila é muito mais agradável do que arrastar uma mala pesada desviando de pessoas nem sempre muito simpáticas com os turistas. Mas, enfim, essas situações tem a ver com o nosso estilo “mochileiro/econômico/despojado” de viajar. Pegando um táxi, essas questões são minimizadas ou inexistentes.
Sobre comprinhas, eu adooooro! Deixo para adquirir muita coisa em viagens porque encontro objetos diferentes que não existem no Brasil ou chegam aqui muito tempo depois com preços exorbitantes. Não ligo para grifes, não compro roupas, bolsas ou sapatos, mas objetos decorativos são a minha perdição e em 2011 precisei despachar a bagagem por conta de um faqueiro pelo qual me apaixonei na Estônia. Entretanto, em 2012 fui e voltei das viagens de férias com a mochila como bagagem de mão (mesmo tendo feito comprinhas), o que considero super prático e conveniente porque evita as filas do check-in nos aeroportos. É só chegar na hora do embarque e pronto. Depois que a gente experimenta essa sensação de liberdade, fica difícil voltar atrás!
Nossa, me empolguei na introdução, que ficou enorme! Mas agora vamos lá: pegamos o trem em Berlim rumo a Praga de manhã bem cedo. É por isso que estou dormindo na foto lá em cima, rsrs! Como nosso passe era válido somente dentro da Alemanha e da Áustria, compramos em Dresden o trecho para a República Tcheca.
Outra vantagem do mochilão ou de uma mala pequena é a facilidade de encontrar um armário que as acomode nas estações de trem. Foi o que fizemos: escolhemos um locker, deixamos as bagagens e fomos andando até o centro histórico da cidade.
Na saída da estação, havia uma grande área comercial moderna, cujo eixo é a Prager Straße, uma rua cercada de lojas, bares e restaurantes que segue até o centro histórico de Dresden. Quando chegamos, a cidade ainda estava despertando e havia pouca gente nas ruas, mas parecia ser um lugar agradável e animado, o que pudemos confirmar quando retornamos para pegar o trem no fim da tarde.
Estátua de uma Tümmerfrau em frente ao prédio da prefeitura. As tümmerfrau representam as mulheres que ajudaram na reconstrução das cidades alemães depois da guerra
Dresden localiza-se nas margens do rio Elba e possui cerca de 500 mil habitantes. A cidade tem uma longa história como capital e residência dos reis da Saxônia e é famosa por sua extraordinária cultura e esplendor artístico. Os sonhos megalomaníacos do príncipe Augusto, o Forte, fizeram dela uma das cidades mais charmosas de toda a Alemanha.
Detalhe de estátua e portal dourado do prédio da prefeitura
A cidade sofreu horrores na época da Segunda Guerra Mundial e muitas de suas construções foram completamente destruídas. Estima-se que 35 mil pessoas morreram devido aos bombardeios. Desde a reunificação alemã, Dresden é intensamente reconstruída, restaurada e transformada. Saber desses fatos torna a visita ainda mais impressionante, mas dá uma tristeza enorme ver as fotos antigas dos prédios arrasados.
Caminhando em direção ao centro histórico
As atrações mais famosas da cidade são o Palácio Zwinger, a Ópera Semper, a igreja Frauenkirche e o Castelo de Dresden.
Chegando ao centro histórico, a primeira construção que me chamou a atenção foi a bela Frauenkirche, igreja luterana em estilo barroco destruída por bombardeios durante a