Torres Petronas em Kuala Lumpur, Malásia
Conforme prometido, hoje vim compartilhar com vocês o resumão fotográfico da minha última viagem de férias. Antigamente eu fazia relatos mais completos, apesar de nunca ter tido a preocupação de passar o serviço, ou seja, listar preços de passagens aéreas, hotéis, atrações turísticas, dar dicas de como chegar a tal lugar, como tirar o visto, o que levar na mala, a melhor época do ano para viajar etc. Deixo essas informações para as blogueiras de viagens que arrasam em posts completíssimos com todas as informações logísticas necessárias para quem gosta de viajar por conta própria. Essa compilação de dados dá tanto trabalho, gente! Por isso valorizo muito a iniciativa delas.
Fiz boas amizades com algumas mulheres viajadíssimas e descoladas que transitam na blogosfera. A última que conheci foi por acaso no voo de Adis Abeba na Etiópia para São Paulo e o nome dela é Lily Pestana. O blog da Lily se chama APAIXONADOS POR VIAGENS, que eu só conhecia de nome, mas depois de um animado bate papo regado a muitas garrafinhas de vinho no avião, fui conferir seus posts e amei! Meu marido, o Marcelo, também publica seus relatos no site MOCHILEIROS com uma boa quantidade de informações e dicas. O codinome dele é MCM e vocês podem ver tudo o que ele publicou no seguinte link:
http://www.mochileiros.com/member/mcm/
Eu comecei a registrar as minhas viagens no blog em 2009, que na época funcionava como uma válvula de escape para o estresse do dia a dia. Gostei tanto da experiência que nunca mais parei de escrever aqui, apesar da minha vida ter dado muitas voltas de lá pra cá. O conteúdo do blog foi mudando e hoje me dedico bem mais a publicar assuntos relacionados ao meu trabalho como designer e também como administradora de uma loja virtual de papelaria de festa, posters, cartões, convites, ilustrações e padronagens. Mas de vez em quando não resisto e faço o resumão de alguma viagem. Para finalizar essa introdução, deixo aqui o link para a página onde guardo todos os meus posts de viagens:
http://casosecoisasdabonfa.blogspot.com.br/p/viagens-da-bonfa.html
Essas são outras blogueiras que sigo e indico:
Para ver mais fotos dessa viagem à Malásia, Singapura, Myanmar e Tailândia, busque pelas hashtags #viagensdabonfamalasia, #viagensdabonfasingapura, #viagensdabonfamyanmar e #viagensdabonfatailandia no meu perfil pessoal (@katiabonfadini).
Kuala Lumpur, Malásia
Nosso primeiro destino foi Kuala Lumpur, a capital e maior cidade da Malásia. Trata-se de uma metrópole vibrante que chama a atenção por abrigar diversas etnias e culturas que convivem harmoniosamente.
As Torres Petronas são o cartão postal da Malásia e já foram os edifícios mais altos do planeta. Em frente às torres há um lindo jardim projetado pelo nosso brasileiríssimo Roberto Burle Marx e atrás das torres fica o KLCC Park, lugar bastante agradável para passear. É possível subir num mirante que fica lá no topo e admirar o belo skyline da cidade. Compramos os ingressos antecipadamente para às 19h, o que nos permitiu ver a noite chegando lentamente e as luzes se acendendo.
Outro lugar onde é possível subir para observar a paisagem urbana é o terraço aberto da Menara Tower. Há duas caixas de vidro (sky boxes) nas quais a gente se sente flutuando sobre a cidade. Muito interessante!
Chegamos ao SkyBar do Hotel Traders debaixo de uma forte chuva que se transformou rapidamente num temporal. Foi meio assustador, mas algum tempo depois as nuvens se dissiparam e, além da vista, pudemos curtir o ambiente que também abriga uma piscina indoor. As bebidas são caras, mas vale a pena tomar um drink só para conferir o visual através dos janelões.
As Batu Caves são um conjunto de cavernas que abrigam templos hindus. Na caverna Ramayana há várias estátuas e pinturas nas paredes irregulares que contam, em forma de crônicas, a história de Rama e sita, um épico hindu. A gigantesca estátua dourada tem 43 metros de altura e representa o deus Murugan. Os macacos são figurinhas fáceis por lá e estão sempre em busca de comida. Convém ficar atendo às câmeras, óculos e celulares porque a galera adora roubar essas coisas e são super ágeis. Quando você percebe o furto, o macaco já está pendurado num galho de árvore a três metros de altura rindo da sua cara.
Eu e Marcelo passeando pelo Bird´s Park, onde os pássaros não se incomodam com a nossa presença.
Eu de hijab na Mesquita Nacional da Malásia, fotografados por um senhor muçulmano que nos contou algumas curiosidades sobre o Islã e ficou feliz em saber que temos a versão em português do Alcorão em casa.
Melaka, Malásia
Malaca, ou Melaka no idioma local, é um dos destinos mais visitados na Malásia e foi colônia portuguesa na época dos descobrimentos. Mais tarde foi dominada pelos holandeses, ingleses e também teve muita influência árabe, chinesa e vietnamita... enfim, uma mistura de culturas bem diferentes e interessantes, o que fez com que a cidade se tornasse Patrimônio Mundial da UNESCO.
Combinando com o tapete da Mesquista Kampung Kling em Melaka, a segunda cidade que visitamos na Malásia.
Na foto acima, vocês podem ver a réplica de madeira do palácio do sultão Mansur Shah, que governou Melaka entre 1456 e 1477. Hoje em dia abriga um museu.
Ruínas da Porta de Santiago, herança da colonização portuguesa
Dutch Square, herança da colonização holandesa
Um dos canais de Melaka onde é possível fazer um passeio de barco como em Amsterdã
A mistura eclética de culturas se reflete na arquitetura da cidade e em alguns momentos parecia que estávamos numa cidadezinha europeia.
O Museu Marítimo de Melaka fica dentro de um navio.
Os divertidos trishaws temáticos que levam os turistas para passear por Melaka e ainda tocam músicas animadas com o som nas alturas!
Cidade de Singapura, Singapura
Singapura é uma cidade-estado insular localizada na ponta sul da península malaia. Constituído por 63 ilhas, o país apresenta o maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) dos países asiáticos (9° melhor do mundo em 2014)*. O seu território é altamente urbanizado, mas quase metade dele é coberto por vegetação.
*Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Singapura
Marina Bay Sands, o hotel com a piscina de fundo infinito mais alta do mundo
O aspecto futurista do jardim Supertree Grove em Gardens By the Bay
Singapura é um dos tigres asiáticos e sua capital é muito rica, desenvolvida, moderna e tecnológica, além de limpa e organizada. Tirando os olhinhos puxados, a gente nem percebe que está na Ásia. Podia ser uma grande cidade australiana ou americana.
Os famosos arranha-céus moderníssimos de Singapura
O governo reconhece quatro línguas oficiais: inglês, malaio, chinês (mandarim) e tâmil. A língua nacional é o malaio, mas o inglês é usado de forma exclusiva como língua de trabalho e na conversação em geral. Sendo assim, a nossa comunicação por lá foi super tranquila.
Essa escultura a céu aberto cria um redemoinho gigante que cai como cascata num rio que passa dentro do shopping mais chique que eu já vi.
Singapura possui muitas esculturas em suas ruas assinadas por artistas renomados, é um verdadeiro museu ao ar livre. Adorei essa obra do artista Chong Fah Cheong.
Do alto da roda gigante chamada “Singapore Flyer” tivemos a oportunidade de admirar os belos jardins conhecidos como “Gardens by the Bay” (Jardins da Baía), um parque que se estende por 101 hectares de aterro marítimo. O complexo faz parte de uma estratégia do governo para transformar o país de "cidade-jardim" em "cidade num jardim". O objetivo é aumentar a qualidade de vida pela introdução de mais espaços verdes na cidade.
A Cloud Forest é uma das atrações mais badaladas de Singapura e está localizada dentro do Gardens by the Bay. Na foto, uma das várias esculturas em madeira que decoram o ambiente.
Cachoeira indoor e as passarelas da Cloud Forest
Trata-se de uma estufa gigante que abriga uma montanha de 35 metros, de onde nasce a maior cachoeira indoor do mundo. A estufa reproduz o clima tropical e a montanha, por sua vez, abriga plantas encontradas em até 2 mil metros acima do nível do mar. Ao longo do dia, jatos de vapor são liberados dentro da estufa e todo o ambiente fica com uma espécie de névoa*.
Fonte da informação: https://guia.melhoresdestinos.com.br/cloud-forest-208-5860-l.html
A Flower Dome é outra estufa enorme que abriga plantas e flores de clima frio e seco, em sua maioria, encontradas em regiões como África do Sul, Califórnia e algumas partes da Espanha e da Itália. O estande das cerejeiras japonesas que aparece na foto era o mais visitado no dia em que estivemos lá.
O show noturno de luzes e som no Gardens by the Bay é gratuito. Basta encontrar um bom lugar para assistir ao espetáculo e preparar a câmera para muitos registros. O Supertree Grove é um bosque de árvores artificiais que captam a água da chuva para irrigar os jardins e absorvem a luz do sol para transformá-la em energia. É uma mistura de design com um arrojado projeto arquitetônico e o que há de mais moderno em sustentabilidade ambiental.
Clarke Quay é um antigo porto que foi revitalizado e se tornou um point de badalação noturna com direito a bares e restaurantes descolados à beira do rio. Foi lá que passamos o sábado seguinte ao dia de Saint Patrick e continuamos as comemorações bebendo cervejas irlandesas num pub ao som de música ao vivo.
Sentosa Island é uma pequena ilha situada na costa sul de Singapura onde há praias, parques aquáticos e atrações diversas como a Universal Studios, o museu Madame Tussauds e o Hard Rock Café Singapore.
Para terminar essa parte do relato, uma curiosidade: é proibido entrar em Singapura com chiclete. Várias placas na imigração alertavam que, se tivéssemos chicletes na bolsa, eles deveriam ser descartados antes de ingressarmos no país. Segundo o site Terminal de Embarque, “Durante 12 anos (de 1992 a 2004) mascar chiclete foi proibido sob pena de multa de US$ 500 a US$ 1.000. Aliás: mascar, comprar, vender, fabricar e importar. O governo proibiu o produto porque as pessoas não estavam fazendo o descarte correto do chiclete, ou seja, jogando o lixo no lixo. O custo que o governo tinha para manter as ruas limpas e consertar os equipamentos de limpeza era muito alto. A situação ficou ainda mais séria quando o metrô, principal transporte público do país, passou a não funcionar propriamente por causa dos chicletes grudados nas portas dos vagões. Com tantos danos causados ao patrimônio público, o governo então decidiu em 1992 banir o chiclete no país”.
Yangon, Myanmar
Myanmar (antiga Birmânia) faz fronteira com a Tailândia e o Laos a leste, a China a nordeste e a Índia e o Bangladesh a oeste. A impressão que tive e que correspondeu à minha expectativa é que lá encontramos uma Ásia mais autêntica. Percebi um contraste muito grande com Singapura, que é bastante ocidentalizada. Tanto homens quanto mulheres vestem uma espécie de saia longa chamada longyi e usam no rosto uma pasta feita com o pó de uma madeira ralada (tanaka) que protege a pele do sol forte. Os birmaneses são budistas e por isso há muitos monges e noviços circulando pelas ruas. O povo é amável, gentil e prestativo. Em vários momentos fomos abordados por locais pedindo para tirar fotos conosco. Como o turismo ocidental por lá ainda não é ostensivo (mas tem crescido aceleradamente), a gente é percebido como “exótico” e atrai muitos olhares.
O prédio da prefeitura de Yangon, cuja construção terminou em 1936, é considerado um belo exemplar da arquitetura birmanesa.
O Shwedagon Pagoda, considerado o centro de peregrinação religiosa mais importante do país, tem 2.500 anos e é um dos principais cartões postais de Myanmar. Segundo a lenda, é nesse complexo que estão guardadas as relíquias de quatro antigos Budas, além de oito fios de cabelo do primeiro Buda Siddhartha Gautama.
A enorme estátua de Buda do templo Ngahtatgyi
O Buda deitado do Templo Chaukhtatgyi possui 66 metros de comprimento e é um dos maiores do país.
Dentro da réplica de um antigo barco usado pela família real birmanesa funciona um restaurante sofisticado que fica no meio do lago Kandawgyi. Aproveitamos o final da tarde para dar um passeio ao redor do lago, caminhando por uma extensa passarela de madeira antes de seguir para o nosso próximo destino: Inle Lake.
Inle Lake, Myanmar
Há vários vilarejos e hortas flutuantes ao longo do imenso Lago Inle, onde as casas erguidas sobre palafitas são feitas de bambu, palha e madeira. Mas a atração local mais famosa é o balé dos pescadores que exercem sua atividade de maneira pitoresca e curiosa. Eles têm um equilíbrio incrível e ficam paradinhos em uma das extremidades do barco enquanto movimentam o remo com a outra perna para afastar as plantas flutuantes e visualizar melhor os peixes.
Não consegui fotografar esse pescador em movimento porque ele parou a fim de posar para a foto, rs.
Assim que deixamos a bagagem no hotel, alugamos bicicletas e fomos dar uma volta pela região, passando por plantações de arroz, fazendas de criação de búfalos, templos budistas e mirantes. O lugar que mais me surpreendeu foi a vinícola Red Mountain, onde fizemos uma degustação de vinhos e nos surpreendemos com a qualidade do shiraz que eles produzem. Pedimos mais duas taças e sentamos no terraço para curtir a bela paisagem.
Barzinho sobre palafitas onde paramos para tomar uma cerveja
Na Vila de Indein, vimos ruínas de estupas e pagodas, algumas engolidas pelas árvores, como essa da foto que me lembrou os templos do