Oi, pessoal!!!! Estou de volta! Aproveitei a continuação das férias na semana passada para resolver mil assuntos pendentes e colocar a vida em ordem antes de voltar ao trabalho. Esse tempinho extra rendeu um resumão sobre os lugares que conhecemos na viagem.
No post anterior, eu escrevi que visitaríamos quatro países, mas me enganei. Bom, na verdade, eu não me enganei, mas esqueci completamente da Irlanda do Norte! De qualquer maneira, como o erro foi meu, oficialmente a resposta certa para a pergunta que fiz no post sobre o concurso “Pra onde vou?” é: Inglaterra, Escócia, Irlanda (ou Irlanda do Norte) e País de Gales, em qualquer ordem. Na quinta-feira vou mostrar os mimos que eu trouxe de viagem e divulgar o nome do leitor sorteado que ganhará esses presentinhos, OK?
Fizemos outros passeios além dos listados nesse relato, mas como ele é um resumão, precisei escolher os “highlights” da nossa visita para que eu pudesse terminar esse post a tempo de publicá-lo hoje, rs!
1. Inglaterra (Londres, Stonehenge, Salisbury e Manchester)
Londres
Tower Bridge
Trafalgar Square
Como Londres era a única cidade do Reino Unido que conhecíamos, dedicamos menos tempo a ela, mas pretendemos voltar algum dia com mais calma.
O Casal Arnolfini na National Gallery
Realizei um sonho vendo essa pintura de pertinho e ela é ainda mais interessante do que eu imaginava! Pelas fotos acima, acho que dá pra ter uma noção do tamanho das cenas da Paixão de Cristo retratadas ao redor do espelho, que era o que aguçava a minha curiosidade.
Conforme mencionei no post anterior, “O que atiçou a minha curiosidade foi um espelho presente no fundo da composição, em que toda a cena retratada aparece invertida, tal como a imagem do próprio artista. Segundo a Wikipedia, “Por ser uma pintura concebida para a exibição doméstica, o que permitiria vê-la de perto, os detalhes se misturam com uma escrupulosidade microscópica, somente possível graças ao emprego do óleo e de enfeites especiais. Por exemplo, no espelho do fundo - em cujo marco estão representadas dez cenas da Paixão de Cristo - se reflete toda a habitação de trás, inclusive todo o mobiliário, o casamento, outras duas pessoas e o vitrô com uma vista de Bruges”. O que mais me impressionou foram as dimensões do quadro: 82 cm x 60 cm. Foi só no final da aula, depois de mostrar vários slides com detalhes minunciosos da pintura, que o professor revelou essa informação. E aí a turma soltou um “Ohhhhhh!”. Como assim cabe tanta coisa em um espaço tão pequeno? Desde então, tenho uma vontade enorme de conferir a obra de perto”.
Decoração natalina no Covent Garden
O que nos impressionou na rápida passagem por Londres foi a quantidade de gente (turistas e locais) nas ruas nos dois sábados chuvosos em que estivemos por lá. O tempo não era o ideal para passear ao ar livre, estávamos na baixa temporada e, mesmo assim, era grande o número de pessoas circulando pela cidade e lotando os pubs.
Whitehall Gardens
Palácio de Buckingham
London Eye
Uma das poucas atrações que eu fazia questão de visitar na cidade era a enorme roda gigante conhecida como The London Eye, que oferece uma vista panorâmica de Londres a 135 metros de altura. Uma volta completa em uma de suas 32 cápsulas fechadas dura cerca de 30 minutos. Como não nos programamos com antecedência para adquirir os tickets antes da viagem, ficamos desanimados com a quantidade de gente esperando para comprar os ingressos debaixo de chuva antes de entrar em outra fila maior ainda. Pra completar, o tempo nublado desanimava e decidimos então tentar a sorte no sábado em que retornamos ao Brasil, mas como a situação era praticamente a mesma, desistimos. O ideal é comprar os bilhetes antes de viajar, o que pode ser feito no SITE OFICIAL.
Big Ben
Romara e eu na The Porterhouse
Essa viagem proporcionou um encontro delicioso com a Romara, uma amiga que conheci nesse mundão virtual e com a qual descobri muitas afinidades, com destaque para as viagens e os destinos meio fora do padrão. A Romara é muito parecida comigo e com o Marcelo nesse aspecto, não temos restrições de lugares que queremos conhecer e viajamos por conta própria, traçando roteiros e estipulando o número de dias em cada lugar de acordo com nossos interesses. Nesse dia conversamos muito sobre a experiência dela e do marido em países que eu sonho visitar algum dia! Foi uma noite super agradável regada a saborosas cervejas na THE PORTERHOUSE.
Stonehenge
Stonehenge
No dia seguinte, saímos bem cedo do hotel em direção à estação de trem, de onde partimos para Salisbury, a porta de entrada para Stonehenge, um conjunto de pedras gigantescas que chegam a ter cinco metros de altura e pesam quase cinquenta toneladas. O monumento pré-histórico é datado da Idade do Bronze (entre 3.000 e 2.000 AC) e sua função real é desconhecida até hoje, mas há especulações de que a estrutura tenha sido usada para estudos astronômicos, mágicos ou religiosos.
Descemos na estação de trem de Salisbury e procuramos o ônibus que parte de hora em hora em direção à atração. Compramos os ingressos com o próprio motorista. Como havia um ônibus prestes a sair quando chegamos, resolvemos levar nossa bagagem junto, o que só foi possível graças ao tamanho enxuto das nossas mochilas/bolsas de viagem. Não há lockers na estação de trem e por isso, no retorno à cidade, deixamos a bagagem no CAT TAVERN, um pub/hospedaria que presta esse serviço de guarda-volumes por uma pequena taxa.
Salisbury
Catedral de Salisbury
Interior da Catedral
Salisbury
Salisbury é uma cidade pequena, charmosa e aconchegante. As ruas residenciais são uma gracinha e pudemos admirar sua beleza de dentro do ônibus de dois andares a caminho de Stonehenge, para depois admirá-la à pé na volta. No fim da tarde, antes de pegar o trem para Cardiff, capital do País de Gales, tomamos uma cerveja na área externa do OLD MILL Harnham, um lugar bem aconchegante ao lado do rio.
Manchester
National Football Museum
Fizemos uma parada estratégica em Manchester na viagem entre Cardiff e Edimburgo. Para não ficar sete horas seguidas dentro do trem e aproveitar para conhecer outra metrópole inglesa, passamos o dia em Manchester, que fica no meio do caminho. Deixamos a bagagem no locker da estação de trem e fomos desbravar a cidade.
Começamos pelo Museu Nacional do Futebol, que o Marcelo queria muito conhecer, mas eu não tinha o menor interesse, já que não curto o esporte. Foi uma boa surpresa! Como o museu tem várias atrações interativas, passei um tempo divertido por lá.
Catedral de Manchester
Pub tradicional em Manchester
Fachada do hotel Midland
Como não conseguimos embarcar no London Eye, no final da tarde vimos uma roda gigante em Manchester e decidimos dar uma voltinha. Foi legal, mas a cidade vista do alto (nem tão alto assim) não é muito charmosa. Voltamos para a estação e pegamos o trem rumo a Edimburgo.
2. País de Gales (Cardiff)
Castelo de Cardiff
Que delícia foi visitar o Castelo de Cardiff! Eu adoro construções medievais e fico fascinada sempre que conheço um lugar que já existia antes do Brasil ser descoberto.
No local onde se ergue o atual castelo, devem ter existido, pelo menos, dois fortes romanos e o primeiro foi provavelmente construído por volta do ano 55.
Edifício vitoriano do Castelo de Cardiff
No início do século XIX, o castelo foi ampliado e renovado em estilo neogótico. No entanto, sua transformação começou em 1868 quando John Crichton-Stuart, 3º Marquês de Bute, contratou o arquiteto William Burges com o fim de empreender uma reconstrução maciça, a qual tornaria o castelo numa fantasia oitocentista de palácio medieval de conto de fadas, com uma série de salas que, talvez, constituam a mais alta realização do desenho neogótico tardio em estilo vitoriano.*
Não foi à toa que a decoração do interior do castelo me lembrou muito a do Neuschwanstein, na Alemanha, também idealizada de forma a representar o interior de um castelo medieval de sonho… não é original, mas é lindo!
Sala Árabe
A decoração do castelo é toda temática e na sala de fumo de inverno (The Winter Smoking Room) nós vimos a representação da passagem do tempo por meio de pinturas retratando os meses do ano, os dias da semana, as estações e os signos do zodíaco. O quarto do marquês, que era católico, tem um armário que imita um confessionário e os anjos que decoram as pilastras têm olhos de vidro e estão posicionados de forma a dar a impressão de que estão observando quem lá dorme… bizarro, mas interessantíssimo!
