Primeira parada: Reserva Nacional de Paracas
Sobrevoando as impressionantes Linhas de Nazca
A deliciosa Huacachina
O misterioso Candelabro de Paracas
Leão marinho tomando um solzinho nas Islas Ballestas e suas curiosas formações rochosas
Depois de passar um dia em Lima, seguimos para o nosso segundo destino no Peru, Paracas, que serviu como base para vários passeios.
Saímos cedinho do hotel e mais uma vez me surpreendi positivamente. A rodoviária onde embarcamos era muito bem organizada e nosso ônibus partiu no horário programado.
Em vez de colocarmos as mochilas direto no bagageiro sem nenhuma identificação, foi necessário fazer um check-in, no qual nossas bagagens foram pesadas e etiquetadas antes de recebermos os bilhetes com os quais deveríamos resgatá-las no nosso destino final.
O ônibus da empresa CRUZ DEL SUR era super confortável e contava com serviço de bordo (amei o sanduíche de queijo e pastinha de azeitonas pretas!!!), além de filmes, ar condicionado e poltronas que reclinavam bastante. Dormi durante praticamente toda a viagem que durou cerca de 4 horas.
Paracas é uma cidade pequena e simples sem muitos atrativos urbanos, mas serve como base para interessantes passeios nos arredores. Chegamos lá no início da tarde, deixamos as mochilas no hotel, trocamos de roupa e fomos pesquisar os preços dos tours com agências locais. É importante fazer esse levantamento de valores porque pode haver uma boa variação entre as operadoras. No fim das contas, fechamos um tour semi privado à Reserva Nacional de Paracas e fomos tomar uma cervejinha enquanto esperávamos o casal que nos acompanharia no passeio.
Não sou muito fã de cervejas claras, as tais louras geladas tão adoradas no Brasil, mas gostei bastante da CUSQUEÑA DORADA, bem mais saborosa e encorpada do que as similares nacionais. Pra quem gosta de uma boa cerveja leve, eu recomendo!
Em seguida, passeamos um pouco pela orla da Praia del Chaco registrando algumas curiosidades como a escultura acima, e depois caminhamos em direção ao local marcado para encontrarmos o motorista que nos levaria à reserva.
A Reserva Nacional de Paracas é uma área protegida pelo governo que possui um rico ecossistema e muita diversidade biológica, além de tesouros arqueológicos. Seu objetivo é incentivar o respeito pelo meio ambiente e ao mesmo tempo promover o turismo. Mais de cem sítios arqueológicos foram encontrados até agora, comprovando séculos de existência da cultura dos paracas.
Logo depois de entrarmos na reserva, o motorista parou no centro de visitantes para que pudéssemos conhecer um pouco mais sobre as espécies que habitam o local. Estima-se que existem cerca de 216 espécies de aves, 36 de mamíferos, 10 de répteis, 168 de peixes e uma quantidade enorme de animais invertebrados por lá.
A Reserva Nacional de Paracas é uma enorme área desértica que há milhões de anos era coberta pelo mar. Por isso vimos muitos fósseis de conchas e outros animais marinhos incrustrados nas rochas.
A Playa Roja tem esse nome por causa da coloração avermelhada da areia que fica em seu entorno. O contraste formado entre o vermelho da areia, o laranja do deserto e o azul do mar é lindo!!!
Ficamos alguns minutos ali para curtir o vento (era forte, porém um alívio para o dia bem quente!), apreciar a bela paisagem e tirar muitas fotos.
Numa determinada área litorânea havia uma formação rochosa impressionante chamada catedral, que infelizmente ruiu com o forte terremoto ocorrido em 2007. Só vimos o que sobrou dela por meio de fotos, mas não chegamos a visitar o local.
Nossa parada mais longa foi em Lagunilla, onde o pessoal normalmente gosta de almoçar em um dos restaurantes e curtir a praia de águas clarinhas, porém frias.
Como a gente só faz duas refeições por dia, pulamos o almoço e preferimos circular pelo local, subindo em um mirante de onde tivemos uma belíssima vista dos arredores.
O clima seco permite que a gente enxergue longe e tenha uma visão bem ampla do lugar.
Infelizmente as fotos não fazem jus à essa sensação de imensidão!
Como chegamos na praia mais pro final da tarde, o lugar não estava muito cheio. Tiramos algumas fotos a partir de um mirante próximo, descemos e pedimos um Pisco Sour num dos bares lá embaixo.
Infelizmente esse Pisco Sour mais parecia um suquinho de limão do que o primo da nossa Caipirinha, rs! Aliás, salvo algumas exceções, não tivemos muita sorte em relação aos comes & bebes nesse país tão festejado por sua gastronomia e culinária criativa. Foi uma pena, mas tenho certeza de que da próxima vez iremos nos planejar melhor nesse sentido!