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segunda-feira, 24 de junho de 2013

Resumão das férias na Austrália e Nova Zelândia – Parte 2A: três dias em Rotorua

Centro de informações turísticas em Rotorua

O imperdível Museu de Rotorua

Um belo exemplo da arquitetura britânica em Rotorua

Lago Ngakoro em Wai-O-Tapu

A incrível coloração verde cítrica do Devil’s Bath em Wai-O-Tapu

O intenso azul piscina da Inferno Crater em Waimangu

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Prontos para a aventura: rafting dentro de uma caverna escura em Waitomo!

Waitomo-Glowworm-Caves-New-Zealand-boat-group

Os insetos que brilham no escuro (Glowworms) dentro da carverna em Waitomo (imagens de divulgação)

Detalhe da arquitetura maori na vila de Whakarewarewa

Piscinas naturais com água fervendo a temperaturas que chegam a 100 graus Celsius na vila de Whakarewarewa

Apresentação da cultura, tradições, música e dança maori na vila Tamaki

Passamos uma semana na Nova Zelândia, dividida entre Auckland (a cidade mais importante e populosa) e Rotorua (localizada em uma área de muita atividade geotermal). Eu havia me programado para incluir os pontos altos da cidade de Auckland (nossa primeira e última parada no país) nesse post-resumão, mas como há muito a ver e fazer por lá, resolvi que ela vai ganhar um relato exclusivo mais tarde. Sendo assim, haverá um resumão parte 2B, rsrs!

A Nova Zelândia passou milhões de anos literalmente isolada do resto do mundo. Esse fato gerou as condições ideais para o aparecimento de uma fauna e flora únicos, assim como dificultou bastante a chegada dos primeiros habitantes e a colonização dessas longínquas ilhas do pacífico sul.

Partimos para Rotorua num ônibus da empresa NAKED BUS, que atrasou mais de uma hora para sair de Auckland. Pra compensar, o motorista que nos levou era sensacional, pediu mil desculpas em nome da companhia, foi extremamente simpático, falou das atrações em Rotorua, cantou trechos de músicas tradicionais e ainda nos ensinou palavras na língua maori. No dia seguinte, o Marcelo recebeu um e-mail da empresa com um pedido de desculpas pelo atraso e uma oferta de 25% de desconto em qualquer viagem futura. E ele nem precisou reclamar! Ah, como eu gostaria que os serviços no Brasil funcionassem assim…

Chegamos em Rotorua no domingo por volta das 22:30h. Estava bem frio, não havia ninguém nas ruas e praticamente todos os bares e restaurantes já haviam fechado. A caminho do hotel, nos deparamos com o único bar de cervejas artesanais que o Marcelo havia listado para conhecermos (BREW) e ele estava aberto, obaaaaaa! Experimentarmos algumas cervejas, comemos pizza requentada (era a única opção àquela hora, mas estava boa) e fomos dormir.

Painel mostrando as opções de aventuras oferecidas pela BLACK WATER RAFTING CO.

No dia seguinte, acordamos cedo para embarcar na van que nos levou a Waitomo, onde fizemos o roteiro Black Labyrinth Tour na BLACK WATER RAFTING CO. No nosso grupo havia duas garotas inglesas que compraram o Black Abyss Tour, bem mais radical. Elas entraram na caverna de rapel, fizeram tiroleza lá dentro e ainda escalaram uma cachoeira…ui! É emoção demais pra mim, rsrs!

O Black Labyrinth é praticamente um rafting pelo rio subterrâneo que passa dentro da caverna escura. Pra nossa sorte ou azar (lá na frente eu explico melhor), havia chovido bastante no dia anterior e isso fez com que a atividade fosse suspensa na véspera do nosso tour. A correnteza estava muito forte e o nível da água subiu demais.

Nossa primeira tarefa foi encontrar meias de neoprene do nosso tamanho e em seguida nos deram uma wetsuit (roupa especial para temperaturas baixas), uma blusa quentinha para usar por baixo, um par de botas e um capacete com lanterna acoplada. Esse equipamento todo era necessário porque a água estava com uma temperatura de 6 graus celsius nesse dia, brrrrrrr!

Passo a passo da preparação para a aventura!

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Infelizmente, minha câmera não é à prova d’água e não pude levá-la comigo, mas o pessoal do tour tirou algumas fotos do grupo e juntou com outras promocionais em um pen drive, que comprei ao final da aventura.

Mais tarde, percebi que eu era a única com capacete branco (foto acima), que escolhi porque combinava com as botinhas, rsrs!

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1. Posando para foto com o grupo; 2. Prestando atenção às instruções do guia; 3. Treinando o mergulho de costas

Depois de posar para algumas fotos, um dos três guias nos enfileirou para ensinar como mergulhar de costas sentados dentro das bóias, o que teríamos que fazer três vezes em minicachoeiras dentro da caverna escura – o quê????? Como assim????? - o Marcelo não tinha me avisado dessa parte do passeio!!!! Eu imaginei que a gente flutuaria tranquilamente no rio para ver os glowworms (insetos que só existem na Nova Zelândia, moram nas paredes das cavernas e irradiam uma luz incrível).

Black Labyrinth 010

As duas fotos acima vieram no pen drive que comprei e são promocionais. Na imagem à direita, vocês podem ter uma noção do que é saltar de costas em uma cachoeira dentro da caverna! Ainda bem que eu não vi essa foto antes porque a queda parece bem maior. Bom, a altura em si é a mesma, mas como comentei anteriormente, havia chovido bastante e o volume de água aumentou consideravelmente, o que fez com que o salto de costas fosse menos “emocionante”. Que bom!!!! Ao mesmo tempo, a foto da esquerda não representa bem o passeio porque havia muito mais água e muito menos luz nos caminhos por onde passamos. Essa parte sim, foi mais radical, e resultou em pequenos arranhões nas mãos.

Black Labyrinth 009

Em um determinado momento, um dos guias pediu que apagássemos as lanternas e flutuássemos agarrando os pés de quem estava atrás, formando o que eles chamam de “eel”(enguia). Dessa forma, pudemos seguir juntos deixando a correnteza nos levar vagarosamente enquanto observávamos os famosos glowworms, um espetáculo! Na foto acima, o efeito parece falso, né? Ao vivo também parece! É tão interessante que dá a impressão de serem luzes LED ou fibra ótica. Essa foi, sem dúvida, a melhor parte do passeio! Observar de perto esse fenômeno que só existe na Nova Zelândia não tem preço!!!! Ah, na verdade, descobrimos que o que ilumina mesmo é o excremento dos insetos…

Entretanto, se vocês me perguntarem se eu faria esse tour novamente, minha resposta é “Não!”. Definitivamente não sou movida à adrenalina e, assim como uma senhora australiana e uma garota americana, achei que o passeio seria mais tranquilo e relaxante. Porém, há outras cavernas situadas nos arredores com uma infraestrutura bem mais confortável para a observação dos glowworms:

http://www.waitomo.com/waitomo-glowworm-caves.aspx

O visitante segue à pé por passarelas e faz um passeio de barco. Para quem se interessar, há um video sobre esse tour:

http://www.waitomo.com/glowworm-video.aspx

Esse é o tour que eu recomendo e ainda tem um bônus: custa menos da metade do preço que a gente pagou pela nossa aventura de rafting! Porém, se você gosta de fortes emoções como o Marcelo, esqueça o que eu acabei de escrever e procure as opções da BLACK WATER RAFTING CO.

Trilha cheia de atrações nos arredores das cavernas

Encerrado o passeio, tomamos um maravilhoso banho de água quente para descongelar as mãos que ficaram em contato com a água a 6 graus durante todo o passeio e depois comemos uma sopa de tomate com bagel oferecida pelo tour.

Como ainda teríamos de esperar o pessoal do tour mais radical (ai, que medo!!!!), a divertida senhora que era motorista/guia nos levou para fazer uma trilha curta, porém bem bonita, nos arredores.

Trilha cheia de atrações nos arredores das cavernas

Quando estávamos no finalzinho da trilha, começou a chover. Voltamos para a van e a motorista passeou conosco por Waitomo, mostrando outras atrações, antes de voltarmos ao Black Water. Mais uma simpaticíssima kiwi que conhecemos nessa viagem!

O passeio durou o dia todo e voltamos para Rotorua à noite. Caminhamos um pouco pela cidade antes de decidirmos onde jantaríamos e descobrimos que o centro é bem planejado e dividido em setores com uma área só para lojas e outra para gastronomia, por exemplo. Esta última contava com restaurantes tailandeses, tunisianos, árabes, coreanos, chineses, japoneses, italianos e os meus preferidos: indianos!

Fotografei a vitrine de uma loja que estava fechada, mas me pareceu bem interessante: acho que era uma cooperativa de artesãos e eu amei a jarra azul que estava em cima da mesa!

Circulamos pelo setor de restaurantes, demos uma olhada nos cardápios e decidimos experimentar o indiano INDIAN STAR, que possuía algo que nós valorizamos muito: ótimas críticas no TRIP ADVISOR. Minha irmã mais nova foi à Itália em abril e optou por comer em restaurantes bem avaliados pelos usuários do site. Resultado: não entrou em furadas e gostou de todos os pratos que provou. O INDIAN STAR foi recomendado por 91% das pessoas que lá estiveram e é considerado o segundo melhor restaurante da cidade entre os 110 avaliados no site.

Antes de pedirmos qualquer coisa, o garçom colocou uma cestinha com papadums na nossa mesa (foto acima). Adoro essa espécie de biscoito fininho e temperado que precede uma refeição indiana. Esse estava particularmente delicioso, cheio de sementinhas. Comi tudo até a última migalha!

Estávamos com fome e pedimos uma entradinha generosa (TANDOORI COMBO: 2 VEGE SAMOSAS, 2 MIX PAKORAS, 2 CHICKEN TIKKA AND 2 SEEKH KEBAB). Samosas são pasteis de forno recheados com batata e ervilha, Pakoras são legumes empanados, Chicken Tikka são pedaços de frango desossados marinados em iogurte e temperos assados no forno tandoor e Seekh Kebab são rolinhos de carne de cordeiro moída e prensada temperada com ingredientes exóticos. Estava tudo sensacional e já estávamos praticamente satisfeitos quando chegaram os pratos principais.

Eu nunca havia pedido um prato de camarão em um restaurante indiano porque achava que não combinava, mas como estava no cardápio, decidi experimentar o PRAWN MALABARI (PEELED PRAWNS COOKED WITH ONIONS, CAPSICUM, TOMATOES AND FRESH COCONUT  MILK, GARNISHED WITH CREAM).

Meu prato: Prawn Malabari

Traduzindo: camarões descascados cozidos com cebolas, tomates, pimenta, leite de coco e coco fresco ralado. Estava muito saboroso!!!!

O Marcelo pediu o tradicional CHICKEN TIKKA MASALA, o mesmo frango da entradinha acrescido de pimentas verdes… uma delícia!

No dia seguinte, contratamos um tour chamado GEYSER LINK com a empresa WAITOMO WANDERER. A maioria dos turistas só visita um dos parques geotermais, mas nós queríamos ir nos dois: WAI-O-TAPU e WAIMANGU.

A primeira parada foi em um lugar com atividade vulcânica em Wai-O-Tapu (fotos acima). Fazia muito frio esse dia e mais tarde descobrimos que havia sido o dia mais frio do ano na Nova Zelândia!

Depois seguimos para ver o gêiser Lady Knox entrar em erupção com a ajuda de um apresentador, hehehe! Tem até horário marcado para o evento: 10:15h. A atração recebeu o nome em homenagem à Lady Constance Knox, segunda filha do décimo-quinto governador da Nova Zelândia.

O apresentador contou a história do gêiser ao mesmo tempo em que colocou dentro dele uma substância tensioativa que estimula a erupção.

Alguns minutos depois, o gêiser começou a agir e lançou um jato d’água quente a 20 metros de altura! A erupção pode durar mais de uma hora, dependendo das condições climáticas.

Lady Knox em erupção

Depois da apresentação, fomos explorar o parque e suas impressionantes crateras. O Marcelo escreveu o seguinte em seu relato: 

“Achei Wai-O-Tapu uma coisa de outro mundo! É um parque compacto, cheio de pontos interessantíssimos. Quase deixamos de ir no ponto mais distante por premência de tempo (havia horário marcado para a volta, tínhamos 90 minutos para explorar o parque – o que é suficiente, não fossem as milhares de fotos a tirar), mas optamos por acelerar e ir. Compensou: era um estupendo mar verde (Lago Ngakoro)! Outro ponto incrível é o banho do diabo (Devil’s bath), uma piscina verde cítrica de enxofre.”

Seguimos por uma trilha pré-definida e bem sinalizada, cheia de alertas para impedir a aproximação de certos locais onde a temperatura atingia 100 graus Celsius!

Champagne Pool e Artist’s Palette

A previsão do tempo para esse dia era de chuva ininterrupta, mas fomos contemplados com sol durante boa parte da manhã. Obrigada, São Pedro, nosso amigão!!!! Pensei que tudo o que viesse depois, seria lucro, já que em um lugar como esse o brilho do sol realça as cores da natureza e faz tudo ficar mais bonito.

O local da foto acima é conhecido como Champagne Pool ou “Piscina de Champagne”. Para ter acesso ao outro lado, tivemos que cruzar uma passarela de madeira que fica sobre a piscina. É bem interessante e dá pra sentir o calor que ela emana. Nada mal para um dia bem frio, rsrs!

Artist’s Palette

As águas verde-esmeralda do Lago Ngakoro ao fundo

E assim seguimos cruzando pontes, subindo e descendo escadas e passarelas de madeira…

O parque cobre uma área de aproximadamente 180 Km2 e está situado no interior da maior depressão vulcânica da ativa região de Taupo.

As águas verde-esmeralda do Lago Ngakoro

Apenas uma parte do parque está aberto à visitação, mas nesse espaço o visitante tem a oportunidade de conhecer diferentes atrações geotérmicas como crateras colapsadas, piscinas de lama borbulhante, fumarolas e fontes termais que apresentam cores vibrantes raras na natureza.

Casal registrando o momento na Champagne Pool

Intenso tom ferruginoso na Champagne Pool