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Mostrando postagens com marcador Nobel de Literatura. Mostrar todas as postagens
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10 de novembro de 2019

Adeus às armas (Ernest Hemingway) | Portão Literário

Oi gente!

Hoje encerro os vídeos do projeto #nobeldeliteratura de 2019, com mais uma obra de Hemingway, um romance um tanto autobiográfico, que conta a história de amor entre o tenente Frederic Henry e a enfermeira Catherine, durante a Primeira Guerra Mundial. Vale conferir!

Clique para assistir

14 de julho de 2019

Juncos ao Vento (Grazia Deledda) | Portão Literário

Aquele vídeo que amo gravar. Aquela leitura que me transporta para o cenário do livro. Confesso que depois da leitura, coloquei a Ilha da Sardenha na minha lista de lugares desejados a visitar. Mais um que entrou para os melhores do ano.

29 de maio de 2019

EU LI: O som da montanha (Yasunari Kawabata)

Oi gente!

Eis que meu livro sorteado para o projeto Nobel de maio foi do vencedor do Nobel de Literatura em 1968, o japonês Yasunari Kawabata. Na verdade é minha segunda leitura do autor, a primeira foi "A casa das belas adormecidas" e eu também fiz uma postagem aqui no blog sobre as impressões de leitura, só clicar aqui para ler. Aliás, A Casa é um livro que divide opiniões, eu gostei na época mas acho que agora entendo algumas impressões diversas, principalmente depois da leitura de "O som da montanha". 



A obra conta a história de Shingo Ogata, que já em uma idade avançada, sofre crises de perda de memória e vê-se diante de vários problemas familiares. Sua filha separa-se do marido e volta a morar em sua casa com duas crianças. Seu filho tem uma amante. O próprio Shingo no passado era apaixonado por uma moça mas acabou casando-se com a irmã dela. Olhando assim parece um belo melodrama, mas não, o realismo presente na obra é uma das características da escrita do autor.

"O som da montanha" é basicamente um retrato da vida cotidiana no Japão, ao final dos anos 60, em um período pós-guerra em que o país tentava renascer. Um paralelo com a luta diária de Shingo, que além de aprender a conviver com a velhice, tenta entender o colapso de sua família, enquanto nutre sentimentos pela sua nora Kikuko. E aí entram meus comentários sobre a semelhança com "A casa das belas adormecidas" e a estranheza que certos aspectos da história causa em alguns leitores, assim como causou em mim.

No decorrer da história, enquanto se compadece da sua nora que está sendo traída pelo marido, Shingo a trata com sentimentos exagerados, quase beirando a um relacionamento romântico. Sua justificativa (em pensamentos) é de que ela é muito parecida com seu amor da juventude, mas dá para perceber que ele também gosta de imaginar moças novas e paixões que já não consegue mais sentir, inclusive tem sonhos com isso. Em "A casa das belas adormecidas", o autor também insere um personagem de idade avançada em uma casa (bordel?) onde jovens moças, sob o efeito de entorpecentes, são observadas por homens como ele. Estranho né?

Eu concluí que alguns sentimentos inseridos nas histórias são inerentes ao autor. Sua vida foi cheia de perdas. A história de Kawabata começa com seu pai morrendo de tuberculose quando ele tinha dois anos. Logo depois perdeu sua mãe e sua irmã. Ainda jovem, perdeu o avô que o adotou. Dá para sentir nas suas obras que ele procura por figuras maternas, por amores impossíveis, por uma juventude feliz. 

E através dessa análise, continuo gostando das obras do autor. Não podemos esquecer também da cultura japonesa, tão distante de nós ocidentais, que por si só nos causam estranheza. E na minha opinião, apesar da tristeza embutida nas histórias e de alguns hábitos grotescos, Kawabata mescla sensibilidade e poesia na sua maneira de escrever. "O som da montanha" nos faz lembrar os famosos haicais japoneses, dadas às constantes mudanças de estações inseridas na obra e metáforas com a natureza na descrição dos sentimentos.

Posso estranhar e não concordar com a maneira como a mulher foi colocada nos dois livros que li de Kawabata, mas não posso deixar de afirmar que ele tem um estilo único, que consegue inserir com maestria nos períodos vividos pela história do Japão e que não tem medo de juntar em suas obras o belo e o feio, construindo uma narrativa melancólica, porém poética.

Boa leitura!

28 de março de 2019

EU LI: A raposa já era o caçador (Herta Müller)

Oi gente!

Decidi publicar minhas impressões do livro de março do #projetonobeldeliteratura aqui no blog, acreditando que minha dificuldade com esse livro não influencie vocês de forma negativa. Isso porque a Herta é uma escritora sensacional e o livro é muito bom, portanto, minha dificuldade tem a ver com meus gostos literários e com minha inexperiência com o estilo da autora. Sabem aquela história de quem nem todo mundo consegue ler Guimarães Rosa? Pois é, eu amo Guimarães Rosa, mas com a Herta não me entendi muito bem. Dado meu ritmo particular de leitura, achei que demorei muito para concluir as 240 páginas. Mas em um contexto geral, gostei do livro. 



Herta Müller é romena e ganhou o Nobel de Literatura em 2009. Em "A raposa já era o caçador", a autora nos revela muito sobre a vida dos romenos no final dos anos 80, sob o regime totalitário de Nicolae Ceaucescu, implantador do estado comunista na Romênia entre 1965 e 1989.

São duas as personagens principais. Acompanhamos a vida da professora Adina e da operário Clara, ambas muito jovens e começando suas vidas. Moram juntas e, na narrativa, a autora relata suas rotinas, revelando as dificuldades daquela sociedade e o quanto sua segurança era vulnerável, a ponto de não confiarem nem nas pessoas mais próximas.

Adina possui um objeto que considera valioso, um tapete de pele de raposa que ganhou na infância. Esse objeto, aos poucos toma conta da história, através de acontecimentos na casa da personagem, que a faz sentir-se vigiada pelo regime. No final das contas, o tapete se torna uma metáfora do que acontece na própria vida de Adina e em sua amizade com Clara. Ao entender essa metáfora entendemos o título do livro.

A linguagem de Herta foi que me causou desconforto na leitura. Sua narrativa é fragmentada, o que me fazia perder o fia da meada em diversos momentos e precisar retornar alguns parágrafos na leitura. A autora narra a história criando uma cena completa em uma pequena frase, de modo que eu, acostumada com narrativas que correm rapidamente, precisava me concentrar muito para visualizar a cena apresentada. Mas ao conseguir, me deslumbrava, me emocionava, me revoltava, entre outras sensações difíceis de descrever.

Relatos de miséria, exploração e da influência do regime de Ceaucescu na vida daquelas pessoas, são lidos através de cenas indiretas, contados através de um formato que na minha opinião, só uma grande escritora é capaz de narrar. Um formato que exige atenção do leitor, mas que torna a leitura uma experiência incrível.

Pela temática, achei um livro perturbador, por entender nítida a crítica da autora ao totalitarismo e o quanto esse regime pode ser destrutivo, tanto para a individualidade quanto para a coletividade. O poder totalitário transforma as pessoas, destrói sonhos e coloca um ponto de interrogação no título deste livro: "A raposa já era o caçador?"

Boa leitura!

18 de fevereiro de 2019

EU LI: O Jogo do Destino (Nagib Mahfuz) | Portão Literário

Mais uma leitura do autor egípcio Nagib Mahfuz! No vídeo de hoje minhas impressões sobre "O Jogo do Destino", livro sorteado para a leitura do mês do projeto Nobel de Literatura e que também entrou para o projeto Egito.