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29 de maio de 2022

Um retorno para relembrar minhas artes!

Oi gente!

Eu sei que tem gente por aqui que me acompanha desde sempre. Esse blog foi criado em 2004, como um espaço para eu escrever minhas ideias. Mas em 2008 comecei a fazer um curso de pintura em madeira, depois parti para o scrapbook e o blog passou a ser o espaço onde eu mostrava meus trabalhos. Aí comecei a mostrar minhas poesias junto com as artes e fui muito motivada por aqui a publicar meus escritos. Foi quando decidi, em 2012, publicar meu primeiro livro. De lá para cá, o blog focou mais nos meus trabalhos literários e resenhas de livros. 

Mas a verdade é que comecei a sentir muita falta de fazer umas artinhas aqui e acolá. E do ano passado para cá, resgatei alguns materiais e venho me dedicando a evoluir nas colagens. Treino elas no meu bullet journal e também em alguns caderninhos por aqui, mas por enquanto só mostrei no meu Instagram.

Bom, venho fazendo uma limpa nos arquivos do meu computador, porque olha, é muita vida para guardar...rs. E com isso, andei limpando também várias fotos das artes antigas que eu tinha. Guardei algumas dos trabalhos que mais gostei de fazer e decidi deixar aqui no blog, arquivado como um álbum de fotografias ou memórias. Quem sabe para inspirar alguém que procure algo similar no Google, sei lá. Se elas se perderem por aqui, ficarão apenas no registro da minha memória, mas essa também é a poesia né?

Vou começar com as caixinhas de madeira decoradas, porque foi o impulso para os demais trabalhos. Essas são só algumas, as que mais marcaram meu trabalho, inclusive algumas encomendas que recebi. No total foram muitas, desde as mais simples até as mais elaboradas, a maioria está hoje guardando memórias de alguém. =)














Eu também curtia muito reaproveitar material, fiz vários trabalhos com reaproveitamento, principalmente CDs. Também criei mini álbuns, cartões e marcadores de páginas. Aqui algumas fotos que restaram.










E claro, ainda faltaram as páginas de scrapbook. Aquelas que me proporcionaram amizades que tenho até hoje, troquinhas de mimos que me fizeram muito feliz em momentos difíceis e memórias registradas em álbuns que tenho por aqui. Mas isso fica para outra hora. 

Ótimo domingo para todos!

10 de janeiro de 2022

Como andam os planejamentos para 2022 ?

Oi gente!

Ando meio sumida das redes, mas é proposital. Como comentei, estou cuidando da minha saúde que deu uma balançada por conta dos intensos últimos anos e também tentando priorizar algumas coisas, deixar de lado outras, entender que não sou mais a mesma menina de quinze anos atrás que dava conta de meia dúzia de coisas ao mesmo tempo.

Por outros motivos também, mas basicamente por este, não fiz muitos planos para 2022. Estou aprendendo enfim a ser menos aquariana, pensar menos no futuro e viver o presente. O dia mais importante da nossa vida: o hoje. É um treinamento e tanto para a mente, um dia por vez. Mas já tive algum progresso.

Não são promessas porque há alguns anos não me cobro mais, talvez sejam metas se elas também não trouxerem cobranças . Acho que perspectivas também pesa um pouco, visto dinamismo cada vez maior em nossos dias, diante de tantas mudanças no mundo. Então escolhi esperanças, naquele sentido tão moderno de "esperançar", um bonito e poético sinônimo para "animar".

No início de 2021, logo após a partida da mãezinha, por sugestão do meu psicólogo, fiz um balanço dos meus trabalhos de escritora nos últimos dez anos. Em dez postagens, descrevendo ano a ano, desde 2011, contei sobre minhas conquistas e frustrações. Para quem quiser conferir, a série de postagem está nesse link. Foi muito proveitoso esse exercício, porque consegui visualizar muito mais conquistas do que frustrações. Porém, o ano passado me trouxe um bloqueio criativo tremendo, que está demorando para ir embora. A alegria do ano é que, embora não tenha produzido quase nada, as produções anteriores me trouxeram um convite e tanto: fui admitida na Academia de Letras José de Alencar, aqui em Curitiba. Foi o que bastou para eu tirar a coragem lá de dentro, combater o bloqueio e ao menos parar de pensar em desistir. 

Neste ano pretendo buscar algumas paixões que andavam esquecidas. Uma delas são as minhas amadas fadas, que juntando com temas de natureza e botânica que me acalmaram nos últimos tempos, farão uma combinação e tanto! Para alimentar esse resgate, fiz uma coisa boba, simples, mas que ajudou. Comprei um calendário importante com ilustrações da sueca Elsa Bescow. Se você não conhece tem uma postagem aqui no blog sobre ela e suas maravilhosas histórias e ilustrações.



Essa ilustração abaixo é uma das minhas preferidas e está lá na postagem. A história trata de uma fada que encontrou uma laranja e achou que era um ovo do Sol. As coisas simples que me encantavam há alguns anos quando minha inspiração brotava do nada e que deixei de lado, sejam pelas tribulações da vida, pelas decepções com pessoas e métodos no mundo literário, ou porque sou mesmo assim, inconstante. Preciso me perder para me encontrar novamente? Vai saber!



Não curto muito essa ideia das estações nos hemisférios. Tipo esse janeiro de inverno sueco aí. Mas faz parte. O fato é que esse calendário lúdico e maravilhoso já está aqui, encantando meu escritório e espero que ele me traga boas inspirações para escrever em 2022. Também devo continuar alimentando o blog e o canal, com menos frequência. Fundei um Clube de Leitura que promete momentos agradáveis e continuo organizando as coletâneas da coleção Tempo. Ah! E seu tudo der certo e o ânimo voltar, há possibilidades de eu lançar esse ano meu livro de contos solo. Se essas rápidas pretensões se realizarem, já ficarei bem feliz! Torçam por mim!

Obrigada pela companhia e um maravilhoso 2022 para todos!

13 de abril de 2021

EU LI: A TERRÍVEL MISSÃO DE JUDITE EVANS (Frankcimarks Oliveira)

Oi gente!

Hoje vou falar sobre um belíssimo trabalho que já deveria estar publicado aqui desde o ano passado, mas vocês já sabem como foi meu 2020 né? Mas antes tarde do que nunca!

Apresento a vocês mais uma participação na literatura dos colegas escritores. Fui convidada para escrever a apresentação e fazer a leitura crítica do livro de estreia do autor paraibano Frankcimarks Oliveira, "A Terrível Missão de Judite Evans". Um trabalho que me trouxe, além da alegria em fazer parte deste projeto, uma experiência intensa de leitura.

SINOPSE

Aos treze anos de idade, Judite Evans muda-se com a tia para o orfanato São Jerônimo no pequeno distrito de Capela Branca. Lá ela conhece Monique Anderson, uma anciã misteriosa que a fará descobrir os poderes ocultos de sua fé. A amizade com Monique é um refrigério para a menina que testemunha os mais horrendos tipos de abusos dentro da instituição onde vive. Os órfãos correm perigo. Judite sente-se impotente diante dos fatos. Entretanto, seus traumas despertam um dom. O que Judite fará com ele?


Só a sinopse já dá aquela vontade de ler né? Além do título e da capa super atrativos e que deixam o leitor muito curioso. Apesar do livro abordar uma temática pesada, mas não menos importante de ser divulgada, que é o drama da violência infantil, a história é recheada de fantasia e realismo mágico.

A protagonista da história, Judite, é uma menina de treze anos que vive em um orfanato. E lá presencia uma série de abusos, principalmente por parte de sua tia Margot, acostumada a maltratar as crianças. Esse fato que torna o semblante de Judite triste, além de sua personalidade desconfiada e de pouca fé. Além da tia Margot, alguns padres também ajudam a ampliar o problema, se afastando de sua principal função de ajudar ao próximo.

É aí que Judite, já sem esperanças, se aproxima de uma vizinha, a velha Monique, que tenta ajuda-la através de um enigmático livro, que contém mistérios de magia advindos de uma filosofia que mostra um lado sombrio do poder da religião. Nossa protagonista, sedente por conhecimento, memoriza os encantamentos e tenta com eles solucionar os problemas do orfanato.

"A Terrível Missão de Judite Evans" é uma narrativa que prende o leitor do início ao fim pelo tom de suspense e mistério, além de escrita em linguagem de fácil compreensão. O tempo todo torcemos para que Judite tenha um final feliz e livre as crianças daquela situação catastrófica, que sabemos existir fora da ficção. Por isso, também valorizo o livro como uma denúncia aos abusos cometidos contra crianças, no mundo inteiro.

O escritor, que é paraibano da cidade de Patos, concedeu uma entrevista sobre seu lançamento para a Folha Patoense, você pode conferir clicando aqui:

http://www.folhapatoense.com/2020/05/09/escritor-patoense-lanca-livro-de-ficcao-e-fantasia-na-internet/

Você pode adquirir “A terrível missão de Judite Evans”, no Kindle Unlimited ou em qualquer dispositivo móvel, basta clicar no livro e será direcionado ao site da Amazon:


Boa leitura!

25 de março de 2021

#TBT Especial Divã de Escrita #10 - Minha trajetória (2020 - Reflexão)

Oi gente!

Eis que chegamos ao final das postagens #TBT da minha trajetória na escrita e essa será a mais difícil de escrever. Gostaria de terminar contando muitas coisas felizes, mas o ano de 2020 ficará marcado como um dos mais tristes em minha vida. Por tudo que aconteceu, os trabalhos com a escrita também quase pararam e foi o ano que eu menos produzi.


Até comecei o ano bem animada, produzindo meus vídeos do Divã de Escrita e dando continuidade com as vendas do Donatelo e as produções das coletâneas que organizei com a Lu Evans. Também aceitei o convite dos colegas Valter Cardoso e Rafael Bertozzo Duarte do NLCAC e iniciamos nossa série de coletâneas da coleção "Tempo", a primeira entitulada "Tempo de Dragões".

Mas aí veio a pandemia e bem no meio dela minha mãezinha adoeceu. No feriado de 1º de maio ela foi internada às pressas com muita falta de ar e baixa saturação. Como os sintomas eram de COVID não me deixaram ficar com ela na emergência e quando recebi a notícia ela já estava sedada e entubada. Após dois dias o diagnóstico: não era COVID, mas houve um acúmulo de água no pulmão devido à insuficiência cardíaca e hipertensão. De qualquer forma, não nos foi permitido visitá-la na UTI e depois de sete dias ela saiu da sedação e conseguimos vê-la em vídeo. Depois de dez dias ela foi para o quarto e aí devido a sua idade me permitiram ficar com ela.

"Agora preciso de tua mão, não para que eu não tenha medo, mas para que tu não tenhas medo." (Clarice Lispector)

Ela teve alta do hospital no dia 17 de maio, mas não conseguia mais andar, ficou muito fraquinha. Fazia fisioterapia três vezes por semana mas o corpo não ajudava. Cuidei dela revezando com minha sobrinha e depois com uma cuidadora de maio até julho, porém estava muito complicado conciliar com minha rotina, então decidimos nos mudar de emergência para o condomínio dela. Alugamos um apartamento no bloco ao lado, assim eu poderia ficar mais perto e contratamos outra cuidadora.


Devido a esse arranjo consegui conciliar tudo e até me animei a fazer alguns vídeos na nova casa. Dava conta do meu trabalho oficial e acompanhava de perto as cuidadoras, que tivemos sorte de serem muito amorosas e queridas com a mãezinha. Mas as correrias eram muitas, a mãe não conseguiu mais comer nada sólido depois que saiu da UTI e toda semana precisava comprar legumes para sopa, fraldas (ela não saiu mais da cama) e remédios necessários a cada complicação que vinha pelo caminho. Em meio à pandemia, tudo ficou mais difícil. 


Assim foi o segundo semestre do ano, até que em novembro mamãe piorou. O pulmão voltou a acumular água, mas como a pandemia estava novamente no auge, com a ajuda dos médicos e plano de saúde conseguimos conter a infecção em casa. Porém, no final de novembro, no final de semana do seu aniversário de 83 anos, ela sentiu dores abdominais e precisou ser internada novamente. Não vou conseguir detalhar como foi esse processo, pois ainda é muito doloroso para mim. Com tudo lotado, ela ficou um dia inteiro no pronto atendimento, com o diagnóstico de infecção urinária e intestinal, para ser liberada com medicação oral. Passou mais um dia em casa, não melhorou e levamos novamente. Mais um dia inteiro com dor no pronto atendimento, quase sendo enviada para casa novamente, implorei para que fosse internada. Uma médica anjo que chegou no novo plantão conseguiu uma vaga para ela. Depois de dois dias internadas, no dia 5 de dezembro, ela partiu.

As últimas 24 horas que passei com ela no hospital, nunca esquecerei. Ela estava morrendo e eu estava no limite das minhas forças. Me senti perdida e atrapalhada. Mas agradecida por ela ter descansado, estava sofrendo demais. 

Nem preciso dizer que durante esses últimos meses não produzi nada na escrita, não tive vontade, nem inspiração. Ainda estou em processo de cura emocional, mas já conseguindo planejar e seguir adiante com meus trabalhos na escrita. Afinal, ela tinha tanto orgulho!

Sei que esse post foi mais um desabafo, mas tudo fez parte da minha trajetória também, e com certeza o aprendizado ajudará a lapidar meus próximos trabalhos e me trará força para novos planejamentos.

Obrigada a você que acompanhou as postagens. Até breve!