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Guilherme
Parana, Brazil
Definitivamente um dos gamers.

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Review Showcase
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Hollow Knight


Update: Atualizando a review depois de rejogar.

Meus amigos… Silksong finalmente tem uma data de lançamento e, com isso, eu venho rejogar essa pérola e atualizar minha review.

Poucos jogos conseguem me marcar da maneira que Hollow Knight conseguiu. A jornada desse jogo é muito imersiva; eu realmente me senti explorando um reino caído e desvendando os mistérios que nele habitam.

A atmosfera do jogo é muito bem pensada e faz você se sentir dentro dele. Cada passo que você dá revela um novo detalhe, uma nova interação com o cenário. Tudo é muito orgânico e construído para que a experiência seja o mais envolvente possível. Isso é acompanhado da impecável OST de Christopher Larkin, que guia seus sentimentos por essa aventura.
Explorar Hallownest é uma experiência muito única. O sentimento de estar perdido é constante, e isso torna a exploração divertida. É você adentrar no gigante emaranhado de conexões, atalhos e passagens secretas do mapa, sem ter a menor noção de para onde está indo, e depois encontrar seu caminho de volta sozinho. É libertador.
O cenário é inundado por detalhes sutis, que contam histórias e escondem segredos. Tentar desvendar e interpretar o que cada um deles significa – o que estava acontecendo nessa área antes de você chegar – é muito envolvente e reforça a imersão.
É fascinante como cada área desse jogo tem uma identidade única. Ver como esse reino era repleto de culturas e tentar entendê-las é… mágico. O jogo é tão cuidadosamente pensado para transmitir uma sensação de aventura que até a transição entre diferentes lugares é feita ao detalhe. Sempre há um foreshadowing sutil: uma pista sobre o novo ambiente que você está entrando ou até uma indicação de que um boss se aproxima. Eu ainda lembro da primeira vez que joguei e encontrei o Nosk; foi uma das experiências mais amedrontadoras que eu já vivi em um videogame.
O sistema de mapas aqui é implementado de forma genial. A ideia de ter que comprar o mapa de cada região e ir completando e customizando ele conforme você explora, transmite uma sensação de progressão constante muito satisfatória.

O platforming e o combate não inovam – as mecânicas já existiam: double jump, wall climb, dash, entre outras. Mas todas elas são implementadas com uma maestria que poucos jogos alcançaram. Tudo é muito fluido e preciso: é delicioso jogar Hollow Knight, seja se movimentando pelo mapa, seja enfrentando bosses.
É muito interessante como tudo que você encontra no jogo – charms, poderes, habilidades, upgrades – tem uma lore própria, uma razão para existir. Isso torna o sentimento de progressão muito real e contribui para a imersão no jogo.
Os bosses são fenomenais e um dos maiores motivos para seguir jogando mesmo após explorar todo mapa. É muito satisfatório fazer os panteões e tentar vencer os bosses sem tomar nenhum hit. Sério, a luta das Sisters of Battle no radiante parece até uma dança – é algo verdadeiramente lindo.
O jogo é difícil, mas justo. Você nunca sente que tomou um hit que não devia ou que um boss tenha movimentos impossíveis de desviar.

A lore de Hollow Knight é intrigante, prende e conecta o jogador ao universo. Isso é apoiado por elementos já citados aqui: detalhes que contam histórias e cativam, explicações das habilidades e upgrades dentro da própria narrativa, os diálogos com os seres que já viviam nesse mundo antes de você chegar. Você se sente em uma investigação, desvendando um mistério esquecido, de um reino perdido. É quase como um quebra-cabeça: os fragmentos da história estão espalhados e cabe a você conectá-los.

Eu amo esse jogo de todo o coração. Ele foi, basicamente, o responsável por me “converter” aos jogos indies e passar a apreciá-los muito mais. Foi graças a esse despertar que eu pude viver algumas das minhas melhores experiências com videogames, e só tenho a agradecer à Team Cherry por isso.
Falando neles… O time por trás de Hollow Knight é realmente impressionante. Pensar que foram três devs que desenvolveram praticamente todo o jogo é algo surreal. Isso me faz pensar que, quando você realmente ama um projeto, você pode conseguir torná-lo real. É inspirador.
A postura da empresa em relação à indústria também merece destaque. A Team Cherry decidiu não distribuir cópias de Silksong para que a experiência dos jogadores – que aguardam há sete anos pela continuação – seja imaculada. Além disso, cobrar apenas 20 dólares por um jogo tão aguardado é uma postura rara hoje em dia. Eles respeitam seu público tanto quanto seu público os respeita.

Hollow Knight é o supra-sumo do metroidvania e um dos melhores jogos já feitos na história.

VENHA SILKSONG!
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