🔵 História - 8,5/10
A beleza da narrativa está em como ela mostra o que há de mais humano em um mundo desumanizado. Não é só sobre armas e implantes é sobre pessoas quebradas tentando encontrar significado num mundo que já parece ter desistido delas. A história de V e Johnny Silverhand é profunda, tocando em temas como identidade, morte, legado e resistência. Mesmo com seus tropeços, a campanha principal consegue emocionar, surpreender e fazer pensar.

Personagens
- 9/10
O jogo brilha quando foca nos seus personagens. Judy, Panam, River, Kerry... todos têm arcos marcantes e muito humanos. Johnny Silverhand é carismático e conflituoso. V, apesar de ser um personagem moldável, tem profundidade emocional. E, claro, Idris Elba como Reed na DLC eleva o nível.

Trilha Sonora
- 9/10
Imersiva, sombria, estilosa. A trilha captura o espírito de Night City perfeitamente misturando sons eletrônicos melancólicos com momentos de pura tensão e emoção. As músicas das rádios, os temas de combate, e até os silêncios... tudo tem peso. Algumas faixas ficam na cabeça muito depois que o jogo acaba.

Mundo Aberto
- 7,5/10
Visualmente, Night City é um espetáculo viva, pulsante, cheia de detalhes. Mas falta interação real com o mundo. Muitos prédios são apenas fachada, o sistema da polícia continua raso e há poucos motivos para explorar além das missões. Ainda assim, só andar pela cidade já é uma experiência marcante.

Phantom Liberty - Epílogo Emocional
Phantom Liberty não é apenas uma expansão: é um epílogo sombrio, político e emocional. Ela aprofunda tudo que o jogo base já fazia bem agora com mais foco, mais dor e uma melancolia que permanece mesmo depois dos créditos finais. A DLC fecha o arco de V com a pergunta que resume toda a experiência:
“Vale a pena viver, se para isso você precisa se perder?”

Songbird - A Alma Trágica da DLC
Songbird é o coração partido da DLC. Está sendo consumida por dentro por uma doença neural e por anos de manipulação. Ela promete a V uma cura, se V ajudá-la a fugir. Essa troca é mais pesada do que parece: Songbird é tanto vítima quanto cúmplice, desesperada por liberdade. E sim ela te manipula legal. Mas no fim, ela só está tentando viver. Igual a você.

Reed - O Homem Funcional no Mundo Disfuncional
Já o Reed... é o fodendo Idris Elba. Incrível em tudo: atuação, expressões faciais, diálogos. Cada cena dele tem peso e presença. O personagem é um retrato de alguém que viveu tempo demais fazendo o certo para os outros, até esquecer o que queria para si.
Ele não é vilão, nem herói.
É um homem quebrado, tentando continuar. E é justamente isso que o torna tão forte como personagem um símbolo de lealdade, culpa e cansaço.

Good night Valerie, today was a good day.
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2 Comments
Well Jun 4, 2025 @ 12:45pm 
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK lacração dos games
Solluço Jun 4, 2025 @ 12:44pm 
e a lacração, aonde fica o topico?