A análise é exclusivamente sobre Final Fantasy X, apesar de também ter jogado o X-2.

Listen to my story... eu sempre gostei muito de JRPGs por turno (Suikoden, Dragon Quest, Breath of Fire, Legend of Legaia, The Legend of Dragoon, Xenogears, dentre vários outros), e lembro até hoje do dia que um amigo de infância me apresentou Zelda, de Super Nintendo. Nas palavras dele era o melhor jogo já feito. Eu ficava perdido, pois quando criança ainda, eram jogos com uma abordagem totalmente diferente do que eu estava acostumado, como Mario e Donkey Kong.

Poucos anos depois, ao conhecer Final Fantasy X, já entendia o básico porém não fazia a mínima ideia da grandeza do universo em si, e minha falta de familiaridade com inglês na época também me impedia de absorver melhor a história. O que me chamou a atenção inicialmente foram os gráficos, lembro de ter visto em uma saudosa locadora a CGI inicial do Tidus, era surreal demais em 2001.

Me deu na telha um tempo atrás e resolvi re-jogar e fazer tudo no jogo, deixar o save o mais perfeito possível, por mais estressante que fossem algumas side-quests e mini-games, motivo do qual me fez escrever essa análise logo em seguida.

Podemos dizer que a história de Final Fantasy X é dividida em várias camadas, é possível desfrutar do jogo sem se aprofundar, pois ele apresenta um exterior de fácil compreensão, chegando a ser meio infantil em algumas partes, mas é no background que o enredo envolve temas bem mais profundos, como morte, fanatismo religioso, xenofobia e manifestação física de sonhos, por exemplo. A história por trás de Spira e como tudo se encaixa com a motivação dos personagens é sensacional.

O jogo foi o primeiro da franquia que trouxe uma inovação no sistema de level up, com a inclusão da Sphere Grid, onde se abre margem para diferentes caminhos a seguir e focar em uma build do seu jeito. Quem nunca jogou vai se assustar de primeira, realmente é muito grande, inclusive comparado com os jogos de hoje em dia.

Não posso deixar de citar o Blitzball (uma espécie de handball aquático), um excelente mini-game. Às vezes eu abria o jogo só para recrutar novos jogadores e testar em torneios.

Joguei a grande maioria dos jogos da franquia, mas esse é o melhor de todos na minha opinião, é o maior exemplo de que jogos eletrônicos podem sim se enquadrar na categoria "arte". Se eu pudesse apagar a memória a fim de consumir um conteúdo inédito novamente, escolheria assistir Breaking Bad e jogar Final Fantasy X.
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